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20090213

pé em deus, e fé na taba! [parte 2]

Fazer uma viagem para outro estado não poderia ser uma tarefa muito dificil. Na minha opinião, era uma coisa que havia de ser planejada com antecedência, fazer reservas em mil lugares, e tudo mais. Porém mudei totalmente meus conceitos após um final de semana - passado, para ser mais exata.
Planeta Atlântida no RS: vamos ou assistimos pela TV? Ok, vamos para Atlântida - tudo bem que decidimos isso na quinta feira e o Planeta começava na sexta. Sexta feira, oito horas da manhã, colocamos o pé na estrada rumo a Rio Grande do Sul. O que aconteceu com os planos, reservas e tudo mais? Eles simplesmente não existiram.
Tudo o que precisavamos estavam conosco abordo de uma kombi pau-pra-toda-obra. Colchões, travesseiros, uma muda de roupas, água, escova de dentes, toalha e muita, mais muita disposição para enfrentar uma super aventura.

De SC - na Palhoça, exatamente - até Atlântida, foram 4 horas de viagem. Quatro horas sentada com a bunda num banco olhando paisagens e uma BR podre aqui do sul (de vez em quando, umas placas engraçadas).
Até aí não sabíamos onde iríamos ficar, o que iríamos fazer de nossas vidas ali naquele estado desconhecido. Não sabiamos sequer onde dormiríamos. Mas isso era uma aventura, lembram?
Ok, chegamos no destino desejado. Mas eram quase uma hora e os portões do Planeta abriam as 16h. Vamos então almoçar.
Em Capão da Canoa havia um posto simpático, lotado de gente querendo ingresso pro tal evento, e que tinha uns lanches DELICIOSOS que ficavam prontos em alguns minutos. Este então, foi nosso primeiro almoço.

Depois de almoçar, conversar, rir um bocado, ainda faltavam uma hora para o início do festerê. Estacionamos numa rua próxima da SABA - onde foi realizado o Planeta - e dormimos um pouco. Escovar os dentes no meio da rua não é uma situação legal. Todos me olhando com uma cara de "oi, você não tem banheiro?" Coitados... Mal sabiam que eu não tinha nem uma privada para fazer meu sagrado xixi em paz.
Portões abertos e lá fomos nós curtir a maior festa do planeta [/garotapropaganda]

Já passava das 2 da manhã, e chegavamos ao nosso quarto-móvel. Eu estava um pouco descabelada, suada... resumindo, nojenta para deitar em lindos lencóis limpos. Mas, onde tomar banho? Não vou chegar numa casa qualquer e falar "oi tia, posso tomar um banho no seu banheiro?" eu receberia NO MÍNIMO um balde d'água na cabeça - o que não seria uma má idéia, já que era exatamente o que eu precisava.
Mas não, resolvi apelar e dei uma de big sister do paraguai. Catei uma das garrafinhas de água que tinhamos (e que estava estupidamente gelada), um sabonete e fui para um cantinho tomar o meu banho. Abel riu, riu, riu tanto que entrou na mesma que eu: o BANHO DE GARRAFINHA.

No dia seguinte, um sabadão ensolarado, acordamos praticamente cozidos ali dentro. A última saída foi por biquini e correr para a praia, já que estávamos traumatizados com a noite anterior. Não, não pelo banho de garrafinha, mas por ir dormir com Martinália cantando o seu "donti uôri bi répi".
Chegamos naquela praia onde pessoas andam com biquini/sunga e tênis na areia. Demos uns dois mergulhos para refrescar e demos uma volta. Logo meu estômago começou a dar sinal de vida. Podia ouvi-lo falar "alô? alô ai em cima? pode mandar uma lasanha caprichada aqui pra baixo? obrigado". Este era o problema. Meu estômago não queria lanches de posto, mas sim comida de verdade! Mas antes, passamos para tomar um banho. Evoluímos e nosso SUPER banho foi nos chuveirinhos da praia. Aproveitamos para lavar o biquini/sunga, que estendemos num varal improvisado com o fio da caixa de som.

Abel teve a incrível idéia de comer comida de verdade e fomos em busca de um restaurante. Afinal não conheciamos aquele lugar e não tinhamos nada, nem ninguém, para nos ajudar. Depois de alguns minutos rodando umas ruas, com uns semáforos do tempo da vovó.
Chegamos num restaurante simpático que tinha LASANHA DE CAMARÃO e um suco de laranja que era uma DELICIA. Jogamos conversa fora até as 16h, e fomos novamente nos divertir. Só que chegamos mais cedo que no dia anterior, já que no outro dia era por o pé na estrada.

Domingo pela manhã, oito horas para ser mais precisa, acordamos pensando "xô preguiça, vamos para casa!" Ao entrar naquele posto de Capão pela primeira vez, uma máquina de café - que tinha um botão "NESCAU" - chamou minha atenção. E antes de ir embora eu necessitava de um nescau de maquininha. É claro que, antes de sair de Capão, passamos no posto, compramos nescau, café, bolachinhas e mini-bolo para enfrentar a "linda" - e longa - BR101.

Mais quatro horas de viagem e lá estávamos nós, em casa, com fome e vivos, que era o mais importante de tudo isso! :)


PS: Desculpem postar esse texto uma semana depois do ocorrido. É que voltei pra casa essa semana e tava numa correria para ver coisas da faculdade, arrumar meu quarto que tinha se tornado uma bagunça e essas coisas.

PS2: E um beijo SUPER especial pro meu amorzinho, que foi o cabeça dessa viagem toda. amor, te amo! (L)

PS3: O post ficou grande. Desculpa pai, desculpa Brasil. :(

4 comentários:

disse...

QUE LOUCURA, GURIAA! hahaha

mas na real, fazer essas viagem totalmente na loucura é ótimo. Já fiz isso também, mas não foi de Kombi. Conseguisse ser mais guerreira que eu! hahaha

beijo beijo

.moony. disse...

huahushauahuas
geeeente, q viagem super incrivelmente doida xD~
e o melhor, deu tudo certo!! 8D~
que bom que vc voltou ao blog ^^
bju
teh +
o/*

abeuo disse...

haha.. sem contar aquela nossa do beto carreiro neh kkkk
bejao ;@@

Tailany Silva disse...

Nossa, legal a aventura! :D