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20091026

querer [não] é poder

Tudo que eu queria era sentar debaixo de um guarda-sol e curtir um dia lendo um livro;
Tudo que eu queria era cantar loucamente pela casa, comemorando alguma coisa que nem eu sei direito o que é;
Tudo que eu queria era poder comer quilos de sorvete no pote, vendo um filme romântico sem engordar e/ou parecer uma retardada;
Tudo que eu queria era tirar as fotos mais lindas do mundo e montar um álbum para mostrar para meus filhos/netos;
Tudo que eu queria era que todos abandonassem as redes sociais e voltassem a enviar cartas escritas à mão via correio;
Tudo que eu queria era acordar com o cabelo liso todos os dias;
Tudo que eu queria era uma piscina em casa nos dias de calor;
Tudo que eu queria era que minha infância voltasse para eu poder brincar sem me preocupar com mais nada;
Tudo que eu queria era que todos soubessem que minha cidade é a mais linda do mundo;
Tudo que eu queria era que tivesse mais dias de chuvas, mas sem alagar todo meu estado;
Tudo que eu queria era ter uma estante gigante com livros para eu ler pro resto da vida;
Tudo que eu queria era que minha caixa d'água fosse composta por batida de maracuja.

É... desesjos [quase] impossíveis, eu diria.

20091023

o caso do onibus, fones e musicas insuportáveis

Já se passava das quatro da tarde. Tudo o que eu queria era - após ficar de pé por seis horas seguidas - entrar num ônibus e voltar para o meu humilde lar.
Sair correndo, desesperadamente, para pegar o ônibus já havia se tornado minha especialidade. Às vezes não chegava a tempo, porém isso era apenas um detalhe.

O motorista, um pouco metido a engraçadinho, cismava em parar o "pequeno" veículo um pouco mais longe de onde eu estava e, quando eu entrava, ele sorria com deboche. Entreguei a passagem ao cobrador e sentei na poltrona - não tão confortável, mas dava pro gasto. Estava maravilhoso, eu ali sentada, esperando chegar minha casa.

O ônibus é um lugar que tem um sonífero natural. Cada viagem - por menor que seja - faz você ter os melhores sonos, aqueles impossíveis de se ter em uma noite. Eu me sinto assim, quer dizer, me sentiria se não fosse um garoto ouvindo uma música sem os fones de ouvido. Parando para pensar, um fone - na realidade dois, um para cada ouvido - não é absurdamente caro - pelo contrário, você acha uns baratíssimos se for procurar bem. E eu também não tenho nada contra quem gosta de escutar suas músicas pela cidade afora. Mas é bom curtir a "trilha sonora" poupando os tímpanos de pessoas que não pertencem ao mesmo universo musical.

No fim das contas, aquela música grudou feito chiclete na minha cabeça e meu sono evaporou-se instantaneamente. Simples assim.

20091010

Vire ploqueiro você também!

Nessa semana, recebo um envelope aqui em casa.
Como eu QUASE não gosto de receber cartas, pacotes e envelopes recheados de alguma coisa, voei para saber o que era.

O pacote era recheado com um brinquedinho um tanto quanto peculiar. Um retângulo com umas bolinhas semelhantes ao plástico bolha. Lógico que eu falo do Ploc-ploc!

Já aviso à todos: ele é altamente viciante. No começo você dá umas apertadinhas aqui, larga ele de canto, dá mais umas apertadinhas e, quando nota, está andando com ele para cima e para baixo.
A cada 100 "plocadas" o ploc-ploc emite um som diferente. O melhor foi quando minha mãe estava brincando, o ploc-ploc soltou m gritão e ela APAVOROU! :)

Se você achou o ploc ploc legal, e quer virar um Ploqueiro, você pode adquirir o seu no site do Ploc-ploc. Ah, e lá tem uma rede de ploqueiros com lotação máxima de 20.000. Então corra e garanta seu lugar!

Bjs

PS: Tô ausente por aqui, né? :(

20091007

querido diário...

Poderia kibar o Emerson Gasperin e fazer uns 10 motivos para eu não atualizar o blog. Mas eu os superei e estou aqui, sem emprego, sem dinheiro e com todo tempo do mundo pra falar tudo que está acontecendo - ou aconteceu - comigo nesses últimos dias.

Começo contando da minha demissão. É, me demiti. acho que o banco não é o lugar ideal para eu trabalhar. Meu instinto jornalista falava mais alto e minha vontade de sair por aí entrevistando deus e o mundo aumetnava a cada dia. Ok, não foi por isso que eu saí, mas deu de enganar vocês, né?
Minha cabeça está tal qual um vulcão em erupção. Só que ocupando o lugar da lava quente e nojenta estão minhas ideias (agora sem acento, né?) doidas e mirabolantes. Pretendo colocá-las em prática pelo menos nos três anos que seguem (logo aí!).

O legal é que minha revolta do mundo aumenta a cada segundo e a vontade de cantar aquela música grude da Lily Allen pra cada babaca que me aparece é quase incontrolável (fuck you, fuck you very very muuuuuch...).

Estou com um TI para fazer, minhas notas para aumentar e falta de tempo para fazer gororobas na cozinha e postar no Chega de Miojo. Hoje, graças ao TI, entrevistei um cara muitcholoco. Um peruano - que passou por vários cantos da América do Sul, digamos assim - que vende uns artesanatos bem bacanas na Felipe Schmidt. Tudo bem que a entrevista me custou uma pulseirinha, mas valeu a pena, ficou show de bola.

Acho que é isso. No mais estou bem. Coração batendo, pressão normal. A única coisa que me incomoda é uma - maldita - gripe e dor de garganta que vem me visitar a cada 15 dias.
Prometo que os posts vão aumetar aqui relativamente com a frequencia que eu limpo o meu piercing (ou não). Se eu sumir, me achem no twitter. Lá eu garanto que estou.

Bjsnapontadonariz

PS: Deu uma entrevista para a TVBV sobre o Chega de Miojo. Quando subirem o video no iutúbiu eu jogo pra cá! :)
PS2: Arrisquei um sushizão esse fim de semana. Vejam como ficou bonitinho clicando aqui.